Discurso sobre o Método. #Como não ser impulsivo.

O livro da semana, foi sobre a obra central de René Descartes onde ele explora 4 regras para se chegar a verdade por si só. René foi um filósofo racionalista da filosofia moderna (considerado por muitos como o pai desse movimento). Descartes chegou a um ponto em que não confiava em ninguém e considerou mais seguro descobrir a verdade por si só usando a matemática, e dentro desse caminho, ele desenvolveu 4 regras mas para melhor compreensão de minha reflexão sobre a aplicação dessa regra em nossa vida, vou dividir esse assunto em dois artigos.

Nesse artigo vou falar somente sobre a primeira regra: Evidência.

Descartes diz: “Nunca aceitar qualquer coisa como verdade que não percebesse claramente ser tal; isto é, cuidadosamente evitar precipitação e preconceito, e não incluir nada mais em meu juízo que os apresentados tão clara e distintamente a minha mente, de modo a excluir toda base de dúvida” (pag. 25).

Eu destaquei duas palavras em negrito pois são as palavras chaves de minha reflexão pois quanto a precipitação, eu te convido a refletir junto comigo sobre as nossas ações impulsivas no nosso dia a dia. Pense num grupo seja na rede social ou local que levanta crítica sobre determinado assunto. As idéias podem se apresentar sob um fundamento reflexivo ou cientifico de uma ou duas pessoas, mas ao receber mais integrantes a essência sobre a reflexão vai sendo deformado pelas próprias idealizações e crenças de outros membros. Logo, com isso, passa a se tornar uma falácia, generalização e rotulação, ou seja, o que era uma verdade em essência com embasamento sobre tal movimento, é depreciada com a verdade de todos e não de um conselho. Veja o coaching por exemplo, muitos fazem propagandas que ferem a conduta ética e moral prometendo curas que nem a medicina pode promover com tamanha enfase. Por conta desse grupo imoral, muitos outros que procuram fazer um trabalho sério, com ética e respeito a subjetividade do ser humano (e felizmente eu conheço alguns), acabam sendo encobertos pela grande massa que critica “reativamente” os que agem imoralmente. Essa crítica se dá pelo efeito de primazia, ou seja, se eu falar pra você (que voltou de férias) que João (nosso colega fictício) é um cara muito calado, não é de muito papo, almoça sozinho e que devemos tomar cuidado pois ele pode puxar nosso tapete, na mesma hora você criará uma imagem negativa e propagará para outros. O contrário seria você me questionar se eu já falei com ele, busquei saber porque ele é muito na dele, enfim, investigar. Você ao conversar com João, verá que é uma pessoa espontânea, simpática, cooperativo ou seja, nada daquela idealizada criada.

O preconceito entra em seguida mesmo sendo um caráter muito pessoal de cada indivíduo por questões subjetivas, acaba potencializando a precipitação de uma ação que está isenta de reflexão. Poucas pessoas me questionariam da forma que descrevi acima.

Isso é algo que deve ocorrer muito no seu cotidiano, principalmente no trabalho mas ao invés de sermos como a massa, reativa, paremos e pensemos quanto a veracidade da informação. Até que ponto as informações batem?

Você já assistiu o filme Intocáveis (2011)? Há uma cena em que Phillipe conversa com um amigo sobre Driss e esse amigo levanta casos que diminui a credibilidade de Driss, mas Phillipe não se incomoda com isso e é firme em sua decisão. Ah, Diego, mas Driss realmente cumpriu pena. OK! mas lembra quando o amigo diz “essa gente” é perigosa, ou seja, atribuiu ao coletivo sendo que pessoas realmente podem mudar após cumprir pena – outro exemplo é ator Robert Downey Jr. que pelo seu histórico não muito atrativo era um risco muito grande para a produção que a Marvel Studios estava preparando, mas ainda sim ganhou o papel para interpretar homem de Ferro e se tornou um dos atores mais bem pago dessa década e muito querido pelo público.

A reflexão que tirei desse obra é, antes de seguir uma critica impulsionada pela massa ou uma pessoa, pesquise sobre a veracidade da informação, recolha fatos pois muitas vezes, uma história é apenas uma gota que cai da árvore, mas as pessoas transformam num tsunami.

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