Quando o outro acha que sabe a sua dor.

É bem comum nos dias atuais ouvirmos absurdos como: Isso é frescura, isso não é nada, eu já passei por isso e tirei de letra e por aí vai. Acredito que você já deve ter passado por isso e deve ter sido uma situação desagradável, como também acredito que você já deve ter cometido isso em algum momento da vida (acredite, eu já cometi isso varias vezes). Esse é um mal que devemos combater por se apresentar como um repelente da empatia nas relações sociais, familiares e amorosas.

Antes de mais nada, devemos ter ciência de que as pessoas são singulares em sua subjetividade. Por mais que os valores, sentimentos e emoções possam ser universais em situações específicas, a forma como sentimos e vivenciamos são indiscutivelmente diferente.  Aquelas pessoas que sabem, ou melhor, acham que sabem alguma coisa sobre nossa condição, cometem um delito enorme através da “projeção”. Isso acontece muito quando alguém busca uma forma de se auto exaltar para supostamente preencher alguma parte em seu interior que está oca, para sim ter uma auto afirmação de que está certa no que acredita. Mas em meio a esse processo, a pessoa que projeta as próprias vivências na condição de uma terceira pessoa, comete um descaso onde ela se torna ignorante por menosprezar (mesmo que inconscientemente) os sentimentos de aflição e angustia da outra pessoa e isso pode acarretar numa pessoa as seguintes condições:

  • Se sentir incompreendida;
  • Desrespeitada;
  • Pouco valorizada;
  • Auto criticar (culpar a si mesmo por ter compartilhado algo para a pessoa)

Quando fazemos a pessoa se sentir dessa forma, estamos sendo pouco (ou nada) empáticos, ignorantes (ignorantes no sentido de ignorar o sentimento alheio), deixamos de ser um humano acolhedor para um humano egocêntrico e sabemos que isso é um mal danado nas relações em seus níveis de convívio. Posso citar como exemplo uma pessoa que tem medo de barata. Para quem vê de fora pode achar isso um absurdo: “Nossa, a barata não faz nada, deixa de ser mole!”. Nesse momento a pessoa (até por falta de conhecimento) não percebe que quem tem medo, há grandes chances de ter uma fobia especifica que pode desencadear um tipo grave de ansiedade. Você pode perceber que as pessoas estão muito na defensiva, quando você pergunta se ela está bem e sua réplica é: ” Não é nada, é besteira”. Realmente é besteira? Tudo aquilo que nos deixa mal, angustiado é mesmo besteira? Provavelmente essa pessoa deve ter ouvido tanto isso que passou até a acreditar ou mascara para não ser criticada e sofrer algum tipo de preconceito.

No final disso tudo, quem opina muito e ou coloca muito o seu ego nas condições de uma terceira pessoa acreditando saber o que é bom ou não pra ela, na verdade não sabe de nada pois essa pessoa não vive a vida da outra, não toma as decisões dela, não sente como ela sente, então como alguém pode dizer que sabe algo tão intimo seu se suas vidas são completamente diferente no universo da psique? Quando alguém se aproximar opinando muito da sua vida ou colocando muito o ego dela, pense sobre quem ela é e com que autoridade essa pessoa pode fazer tais afirmações? Ela quer ser exaltada como maioral ou a sabe tudo e tudo resolve?

Se você tiver oportunidade de testemunhar isso faça diferente, ajude a pessoa questionando como ela se sente, o que ela pode fazer para melhorar, demonstre apoio e compreensão. Empatia deve ser um denominador comum nas relações e que deve ser praticado com frequência.

Forte Abraço!

Um comentário em “Quando o outro acha que sabe a sua dor.

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