Quais referências você tem deixado nos seus filhos?

Educar os filhos pelo menos nos primeiros  5 anos é uma tarefa de período integral, trabalhosa e complexa para conseguir atender as necessidades afetiva, psicológica e fisiológica. Mãe que leva uma vida dupla no posto de mãe e dona de casa muitas vezes até com a colaboração do esposo pode ser ainda desgastante, mas eu imagino o orgulho ao ver o desenvolvimento dos filhos zelando pelos ensinamentos passado, o tratar com respeito, educação e cordialidade. Realmente educar uma criança é uma tarefa muito complexa e desgastante mas ao final gratificante.

No ano passado acompanhei o caso de uma criança de 6 anos que tem características de cordialidade, empatia e partilha com as demais crianças durante as sessões lúdicas mas os pais levaram também uma queixa de ser uma criança agressiva no quesito verbal e alguns episódios de chutes na porta, mas na escola era um menino obediente com alguns episódios de rebeldia mas nada grave. Mas como ele poderia ser um bom menino e ainda ter episódios de malcriação? Já vamos tratar de assunto, antes quero conversar com você sobre alguns tópicos importante.

Desenvolvimento da criança.
kid

Alguns teóricos contemporâneos de Freud concordaram que a personalidade da criança começa a se desenvolver nos primeiros 5 anos. Enquanto Freud defendia ser determinante nesse período para vida adulta, outros que vieram após como Jung, Karen Horney defendiam que não somente nas vivências dessa fase mas como também que a personalidade continuava a passar por modificações ao longo da vida. Então sob essa ótica podemos considerar essa idade crucial para ensinar os valores morais, o respeito, empatia qualquer outra característica afetiva que o torne um adulto respeitosamente evoluído. Essa fase da criança é importante pois a sua mente atua como esponja, absorve tudo a sua volta com facilidade e replica segundos depois. Sua mente é uma página em branco que vai escrevendo conforme vai sentindo, ouvindo e vendo as mudanças ambientais a sua volta. As crianças são mestras em replicar o comportamento do adulto, elas não tem senso crítico desenvolvido para saber o que é bom ou não para o convívio. Essa idade é delicada pois os próximos anos de sua vida acentuarão as características aprendidas na infância. criança com cao Se os pais apresentam um ambiente com respeito, disciplina, socialização em casa a criança passa se modificar de acordo com o ambiente em que vive e sua postura tenderá ser a mesma na escola, na casa de parentes ou amigos. Ensinar a criança a autonomia dos sentimentos sem priva-la de se expressar genuinamente é um caminho que prepara uma estrutura psíquica e valorizar o próximo sem diminuir seu auto valor.

O oposto também acontece e com muita frequência. A criança presencia os pais brigando, insultando um ao outro e até muitas vezes violência. Tudo isso repele a criança  de ter referências sobre amor e respeito. A tendência da criança replicar isso fora de seu lar é muito grande e quando é um quadro consistente em diferentes ambientes, pode ser sinal de ser algo rotineiro dentro de casa. como-ensinar-as-crianças-a-lidarem-com-a-raivaUma criança só aprende agressão, palavrão ou insultos quando tem um modelo  a compilar. Suas atitudes na escola corresponde muito ao que vê em casa, muitas vezes nem é dos próprios pais mas sim de jogos, filmes ou conteúdos de internet com linguagens e ações impróprias. Uma casa indisciplinada, sem rotina favorece a criança a ser aleatória, dificulta o desenvolvimento de sua autonomia e até vir a se tornar mandona – quero aqui e quero agora! Bater, dar mãozada, chacoalhar, qualquer tipo de ato que mostre agressão é altamente contra indicado. Enquanto muitos dizem que apanharam e não aconteceu nada, basta um olhar minucioso sobre como lida com seu circulo social, estudos, relação familiar, auto estima entre outros fatores que são imperceptíveis. Agir assim com a criança, está apenas transmitindo mensagem hostil de que você é maior que ela, o contrario disso, busque uma conversa em equidade a olho a olho sob a mesma altura, assim, a criança perceberá autoridade de pai/ mãe com respeito e não com armísticio.

Relação dos pais com os filhos.

Arthur recebe o carinho dos pais

Se formos considerar a teoria de Carl Rogers, a mãe deve demonstrar amor e aceitação independente do seu comportamento para que ela possa se desenvolver de forma plena, o contrario seria a mãe demonstrar esse afeto em comportamentos e situações especificas e a criança acabar associando ser amada sob condições e comportamentos específicos fazendo-a reprimir alguns aspectos seu com receio da reprovação. Se a criança apresenta um desenho que ela fez, olhe, dê importância, desenhar junto com ela é altamente rico para seu desenvolvimento lúdico, estimula a criatividade e aproxima afetivamente de seus responsáveis.

Agora depois e tudo isso eu te pergunto, quais referências você tem deixado nos seus filhos? Compartilhe sua experiência. Sabemos que na teoria é uma coisa e na prática é outra, mas orientações ajudam a estabelecer uma melhor harmonia entre os responsáveis junto da criança.

Ah! lembra do caso que mencionei no início do post? Então, tudo isso que relatei agora foi como conduzi o caso e as melhoras foram gradativas. É altamente gratificante poder acompanhar um processo de melhora gradativa, ainda há muitos aspectos para serem trabalhados, mas pelo pouco que estive como um dos agentes secundários, pude ver claramente uma reestruturação familiar.

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