A Arte da Guerra – O que podemos aprender?

Eu não posso deixar de mencionar nesse blog a influência dos livros, afinal eles são a porta de entrada para um novo estado de consciência, evolução de uma critica social, desenvolve argumentação e expande os recursos intelectuais e afetivos também.

Essa semana eu li A Arte da Guerra – Espiritualidade para o Conflito. A primeiro momento sem conhecer, já pensamos que se relaciona a um tipo de tratado bélico mas na verdade, trata-se exatamente de conflitos cotidianos que sob a ótica da guerra podemos absorver e tratar para as áreas da nossa vida sob uma visão filosófica. Eu gosto muito desse livro pois foi o que me ajudou a desenvolver um pensamento crítico, a ser comunicativamente estratégico, argumentação se tornou mais concisa e usar mais de recursos intelectuais para conduzir uma conversa. Eu relacionei alguns pontos que considerei relevantes após constantes reflexões e que passaram a fazer parte da minha construção cognitiva o que ainda me vem trazendo resultados em meu desenvolvimento humano:

Quando forte pareça fraco e quando fraco pareça forte.
o princípio da guerra segundo Sun Tzu, é vencer sem precisar lutar, apenas analisando a força do inimigo. Para contextualizar em nossa vida privada, nos deparamos com pessoas com necessidade de se auto exaltarem, pessoa soberba, rude, sente prazer em humilhar aqueles que considera inferior a si. Quando temos consciência de nosso potencial e buscamos focar em nosso desenvolvimento e zelando pela paz do que a razão, nos colocamos num estado de espirito incorruptível, afinal você pode parar e pensar: Para que vou mostrar o que sei para essa pessoa? No que irá me agregar? São raciocínios que começam a aparecer quando passamos a questionar o sentido de nossas ações. Sabe aquela história de se fazer de bobo para ver até onde vai a mentira? Você já deve ter compartilhado isso no facebook e muito provável aplica no seu dia dia. Claro que também precisamos saber nos defender quando estamos em lugar que nos sentimos intimidados e não conhecemos as pessoas, a timidez pode ser nosso ponto fraco no momento, mas durante uma conversa com um desconhecido, passamos a ouvir mais e fazer perguntas relacionado ao assunto que a pessoa trouxe até o momento de podermos apresentar nossas demais perspectivas e constituir um ambiente amigável com trocas de ideias.

Aquele que conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não estará em perigo em uma centena de batalha.
Eu costumo dizer que para podermos requerer algo de alguém ou de outras circunstâncias, devemos saber o que temos a oferecer em primeiro lugar. Eu não posso cobrar incentivo de minha companheira se eu não incentivo ela, não posso dizer para ela deixar de ser ciumenta se eu também sou… Há inconsistências entre palavras e ações que nos denunciam e muitas vezes nos colocam em saia justa. O mesmo se aplica na mundo corporativo, é justo pedir aumento quando você não entrega algo a mais por incentivo próprio? Para uma relação poder encontrar equidade e harmonia, deve-se saber se o que tem a oferecer é compatível com o que a pessoa procura e o inverso também – felizmente isso ajuda a eliminar possíveis problemas que não vemos devido aos impulsos e mensurar melhor uma relação a longo prazo.

Trate seus soldados como seus filhos e eles o seguirão até o vale mais profundo. Trate-os como seus amados filhos e eles estarão ao seu lado até a morte.
Hoje vejo muitas pessoas levando relacionamento de modo descartável, sua existência só é lembrada quando alguém precisa de algo seu ou algo que você saiba. Outros menosprezam contato com pessoas novas mas não sabem e nunca saberão o que você pode agregar para elas, e quando passam a tomar conhecimento, buscam ter aproximação para poder usufruir de algum prestígio que você possa ter. Nós temos mais motivos para tratar as pessoas bem principalmente aquelas que não conhecemos do que trata-las com indiferença, afinal, não sabemos onde estaremos amanhã e a pessoa que foi desdenhada hoje, pode ser a única com recursos para prestar ajuda amanhã.

Aquele que é irritadiço pode ser insultado.
Você já leu os comentários das revistas como Exame.com ou no jornal do Estadão que são compartilhadas no facebook?. São comentários maldosos, ofensivos, incitadores e desrespeitosos… É essa qualidade de argumento que você mais vê na rede social por existir uma oportunidade de mostrar aquilo que uma pessoa realmente pensa e gostaria de agir  por estar seguro por trás de uma tela. Pessoas se ofendem facilmente nos dias de hoje, não sabem discutir, expor visões e opiniões sem ofender o outro. A lei do “eu to certo e sei mais que você” imperializa na mídia social – os doutores formados no google – mas pessoalmente essas pessoas podem se apresentar como vulneráveis, esquentadas, impulsivas, facilmente manipuláveis por necessitar sentir-se superior. Essas são alvos fáceis de insultos pois mostram suas fraquezas. Freud em sua teoria da personalidade descreveu a projeção como um dos mecanismos de defesa do ego em que o sujeito para se esquivar da verdade que não quer aceitar, projeta no outro características negativas suas para conter sua frustração. Se você é uma pessoa sensata, prudente e sábia, compreende que esse tipo de pessoa não convém numa roda de conversa, pois além dela não compreender seu ponto de vista, vai se ofender por você não compactuar com o pensamento dela (como forma de auto reprovação), vai ridicularizar você pela forma de pensar, agir e ainda acreditará que “lacrou”.

Arte da Guerra consiste numa esfera filosófica que nos permite pensar sobre nossa politica de ação nas relações. Pensar nos outros com valor e respeito mas também ser leal a nossos valores, mesmo que tenhamos que sacrificar algumas amizades se faz necessário para preservar um crescimento espiritual (não no sentido religioso), intelectual e vivencial também através de um equilíbrio que consiste em obter a paz do que razão.

Qual livro você tem lido ultimamente que proporcionou uma mudança em você?

2 comentários em “A Arte da Guerra – O que podemos aprender?

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