Quanto você investe em si para investir no outro?

Você em algum momento já se perguntou, “quem sou eu?” Foi fácil encontrar uma resposta que fosse plausível com detalhes e precisão nas afirmações? Imagino que fazer essa pergunta é o mesmo que condenar a própria consciência ao martírio pois é difícil ter uma definição sobre quem somos. Esse artigo será exatamente para colocarmos em pauta essa construção da nossa própria identidade para um melhor entendimento sobre o curso que damos na vida, mas antes de começar, peço que me responda uma coisa… Para você faz sentido requerer algo quando você não tem o que oferecer?

Uma pergunta um tanto provocativa pois já ouvi pessoas responderem que sim. Para elas faz sentido cobrar algo por achar que é obrigação da outra pessoa atender suas vontades.

Arthur recebe o carinho dos pais

Tudo está ligado com o desenvolvimento da nossa personalidade na nossa infância, os pais são os agentes primários de nossa primeira formação como um ser social, pois deles modelamos os comportamentos, manias, formas de falar entre outros fatores. Freud defendia que a personalidade estava formada ainda na fase infantil por conta das experiências, enquanto Jung e Karen Horney defendiam que não somente os acontecimentos da fase infantil mas que também a personalidade continuava em fluxo de modificações ao longo da vida. Nossa personalidade pode ser considerada atemporal sob essa visão e por isso se torna difícil ter uma definição. Nossos valores, crenças e sentimentos vão se modelando com o passar do tempo como base no que desenvolvemos na infância. Mas como ocorre essas modificações?

De nossa adolescência para vida adulta, passamos a absorver outros tipos de informações como: os livros, lugares que frequentamos, palestras, shows, entre outras vivências que proporcionam experiências, amadurecimentos e auto desenvolvimento.

Upstairs to the magic land

Talvez você não concorde, mas eu defendo a influência dos livros como fonte de desenvolvimento crítico, ampliação de nosso valores, perspectivas e dentro dessa categoria também os cursos que fazemos. É a porta de entrada para nos mudar do estado alienado para o despertado, onde abrimos nossos olhos para ver que o mundo só é colorido dentro de uma fantasia, e que do lado de fora é tudo preto e branco.

Dentro dessas influências acontece as mudanças de nosso jeito de ser, nossos comportamentos, passamos a ter novos hábitos, nossa comunicação muda, temos todo um ser próprio que construímos através de estudos somados a experiência. Ai entramos em outro ponto! Conforme você desenvolve sendo crítico, a sua mente expande, não volta mais o tamanho que era e não é qualquer coisa que você passa a aceitar mas tolera por respeito, entretanto, a diferença de percepção fica nítida quando você conhece uma pessoa que não está na mesma vibe que você. Me diga, uma pessoa que faz planejamentos, pensa a longo prazo, busca seu desenvolvimento emocional, profissional, é metódico quanto aos seus objetivos, conseguiria ter uma relação sustentável com uma pessoa que não participa desse mesmo mundo?

Eu acho bem difícil e injusto também se a outra pessoa nem ao menos manifestar interesse em fazer parte. Talvez seja complicado pois dificilmente haverá compreensão sobre as decisões que precisam ser tomadas. Quando você sabe e reconhece o que sobre o tipo de pessoa que é, se torna difícil aceitar menos daquilo que oferece. Isso é uma questão de autovalorização pelo tanto que se investiu, noites de sono sacrificada, dias de praia ou saída com os amigos adiadas. Diferente de uma pessoa que não faz parte desse caminho, qualquer coisa que preencha alguma lacuna da vida dela serve, carece de perspectiva e justamente por ela não ter desenvolvido autonomia e senso critico, como ela poderá requerer algo da vida ou de alguém se ela mal sabe o que tem para agregar? Pensemos numa empresa onde há uma vaga para um cargo de gestão, é necessário ter postura, boa comunicação, ser metódico e uma pessoa está querendo essa vaga pelo tempo de casa que tem mas não atende os requisitos, faria sentido ela exigir tal posição hierárquica? Certamente a empresa poderia dar um tiro no pé promovendo um funcionário que ela está vendo não estar preparada, o mesmo é com as relações. Uma pessoa que é impaciente, ciumenta, não se interessa em estudar e se ofende fácil quando é contrariada, pode ela exigir o oposto disso? (conheço pessoas que fazem isso). Onde você está hoje, te levará para algum lugar amanhã? é um artigo que postei das atrás que complementa com visão desse artigo mostrando a dificuldade de saber para onde ir se não tiver referências. Somos um tela branca que está sempre sendo desenhada e pintada através de nossas escolhas, renúncias, perdas e vitórias.

Lembre-se que devemos olhar para as pessoas com investimentos a longo prazo, ser sociável e sempre tratar bem independente dos casos, mas não podemos deixar de lado nosso auto investimentos quando buscarmos colocar uma pessoa em nossa vida a quem dedicaremos nosso tempo, seja numa relação amigável, parceria em algum negócio ou amorosa.

Você já passou por isso? Compartilhe sua experiência.

Um abraço e até a próxima.

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